segunda-feira, 12 de abril de 2010

No A Notícia: "A polêmica do novo ponto"

Notícia publicada em 11 de abril de 2010 pelo A Notícia."- Nova legislação sobre controle de jornada de trabalho deixa na dúvida empresas e entidades - Há fila de espera para a instalação da máquina, que custa quatro vezes mais do que a convencionalA partir de 21 de agosto, todas as empresas que utilizam o ponto eletrônico devem se adaptar à portaria 1.510, do Ministério do Trabalho (MTE), estabelecida em 2009. As regras, que segundo o governo vão garantir mais transparência nos cálculos da jornada de trabalho, estão incomodando pequenas e grandes empresas e movimentando entidades empresariais. Uma das principais novidades previstas é o fornecimento de registros impressos com todos os horários de entrada e saída dos funcionários. Para conseguir efetuar este último processo, as empregadoras devem comprar um novo relógio-ponto de uma das cinco fabricantes já homologadas junto. Até o momento, há dez modelos autorizados e o custo fica em média em R$ 4 mil por equipamento.A Tenoville, que vende relógios eletrônicos, tem 70 pedidos para serem atendidos. A instalação começa a ser feita na próxima semana. Há fila de espera de 20 dias, pois os equipamentos foram homologados há menos de um mês e o número de fabricantes é pequeno em relação à demanda.O gerente comercial da revenda Tenoville, Carlos Thomaz Perereira, diz que desde agosto de 2009, quando foi divulgada a portaria, as vendas de relógio-ponto caíram. A chegada dos novos modelos deve trazer uma recuperação. O crescimento inicial será grande, mas para o nosso segmento foi um mau negócio. Apenas empresas grandes, acima de 30 funcionários, devem comprar, o que reduz o mercado. O novo equipamento custa quatro vezes mais do que o atual.A mudança também afetou a rotina de empresas que produzem sistemas de gestão empresarial. A Totvs liberou as adequações necessárias nos softwares dos equipamentos em outubro do ano passado e, desde então, percebe um aumento no interesse dos clientes.O diretor da BMA Sistemas, Joni Marcos Becker, lançou uma atualização do software em novembro, quando o novo sistema se tornou obrigatório. Percebemos que as empresas só estão começando a sentir pressão agora. Estão regularizando a parte de software"

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